Rescaldo

(Everaldo Efe Silva)

NO RESCALDO DA IMAGINAÇÃO

CEDE A NOITE AO CLARÃO, SUA ROTINA POR FIM

VEM  EM CADA PASSO, DEGRAU EM DEGRAU

NA VIELA, É FATAL, MAIS ALGUÉM SUCUMBIU

VAI E EM SILÊNCIO GUARDA A DOR COM PESAR

UM DE SEUS QUE DESANDOU SEM PENSAR

QUANDO A QUEBRADA NÃO FINDA NA ESQUINA

DESEJO SE CRUZA COM SINA

MAS MORTE SEM VIDA NÃO HÁ DE VINGAR

 

NO REVERSO DO LAR,  PRESTAÇÃO

POSA DE EDUCAÇÃO O DESPREZO MAIS VIL

VEM EMBALANDO  MAIS QUE OBRIGAÇÃO

TODA HUMILHAÇÃO, EXIGÊNCIA SERVIL

SAI  E  EM ENGOLINDO A SECO, FOI

VEJA LÁ, NO RELÓGIO  SEIS  E ENTÃO VAI VOLTAR

NA REVOLTA ADIADA A SAÍDA

AS  MÃOS CALEJADAS DA LIDA

MAS  MORTE SEM VIDA INDA HÁ DE PENAR

 

CHEGA E DESBANCA O MEDO E O  FEL

DIZ POR REPENTE QUAL É O CORDEL

DESVÃO DA ALMA NUM FIO

DE TEMPO QUAL  DESVARIO

 

VAI CANTAR COM OS SEUS

OLHAR PARA OS SEUS

VIBRAR PELOS SEUS

BATUCAR

 

 

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