Doce Rotina

(Fábio Goulart – à capela)

 

UM CORPO QUE CAI.

A VIDA ESCOA

COM SANGUE QUE SAI,

INDA O GRITO ECOA

 

A MÃE QUE LAMENTA

O FILHO QUE PARTE.

NA CENA SANGRENTA

NÃO EXISTE ARTE

 

NÃO HÁ COMPAIXÃO

EM NINGUÉM QUE PASSA:

– DEVE SER LADRÃO,

SE VÊ PELA RAÇA.

 

É SÓ MAIS UM DIA

SEM DIGNIDADE

NA DOCE ROTINA

DA GRANDE CIDADE.

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