Autor: prix

  • 2º Desfile: Quando vai acabar o genocídio popular?

    CORDÃO DA MENTIRA ESTÁ DE VOLTA! ou AS RUAS SÃO PARA LUTAR! (e quem não luta, dança).

    O Cordão sairá às ruas no dia 29 de setembro (sábado) com o tema “Quando vai acabar o Genocídio Popular?”. A concentração é a partir das 11h, no Largo General Osório, onde terminamos o desfile passado.

    O Cordão da Mentira é um bloco carnavalesco de intervenção estética que, de modo bem humorado e radical, versa e canta sobre temas cruciais para uma real transformação da sociedade brasileira. O nosso primeiro desfile teve como tema “Quando vai acabar a ditadura civil militar?” e juntou cerca de mil pessoas no 1o de abril, dia do golpe militar e dia da mentira.

    O tema de nosso próximo desfile será “Quando irá acabar o genocídio popular?” O tema dispensa justificativas. Em meio à uma nova onda de chacinas na periferia paulistana, poucos meses após a barbárie de Pinheirinho, nos vemos instigados a responder estética e politicamente ao fascismo de Estado em que vivemos. Coincidentemente ou não, desfilaremos proximamente ao infeliz aniversário dos 20 anos do massacre do Carandiru.

    Cantaremos nas ruas aos despejados, aos humilhados, aos encarcerados, aos massacrados, aos chacinados. Aos jovens que não tiveram chance, aos que, para a “sociedade” paulistana, valem menos do que a bala que os mata.
    O Cordão vai tomar as ruas de novo! Venham fantasiados! Com o som de nosso batuquejê cantaremos à tranformação! AS RUAS SÃO PARA LUTAR! (e quem não luta, dança).

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  • Nota de repúdio à violência e à celebração do Golpe de 1964

    O Cordão da Mentira vem por meio desta repudiar o evento de celebração do golpe militar de 1964, realizado no Círculo Militar do RJ, e a ação violenta da Polícia Militar do RJ contra os manifestantes no dia 29/3/12. O Cordão classifica tais acontecimentos como, no mínimo, lamentáveis.

    O Cordão da Mentira, assim como os manifestantes de diversas correntes políticas no RJ, denuncia algo grave: “A ditadura não acabou!”, 48 anos após o golpe, ainda sofremos com as heranças jurídicas, sociais e culturais deixadas por esse período. Herança esta que perpetua o terrorismo de Estado e que pode ser sintetizada pela palavra violência. A dita não foi branda e persiste apoiada não somente em setores militares, mas também em setores empresariais, midiáticos, dentre outros da sociedade civil, que juntos cometeram atrocidades em todo o país. Torturaram, mataram e reprimiram a população brasileira como um todo. Suas vítimas não foram só aquelas que contestavam a ordem, mas qualquer pessoa que não se alinhasse aos interesses espúrios da ditadura civil-militar.

    Ao contrário dos outros países latino-americanos, no Brasil não houve justiça de transição. Os responsáveis por crimes como tortura e desaparecimento de corpos, de lesa humanidade, não foram julgados. O Estado brasileiro não investigou os crimes cometidos durante a ditadura, mesmo tendo sido internacionalmente condenado pela OEA por esse motivo. Isso demonstra que os interesses que levaram os militares ao poder continuam fortes e operantes no cenário político. Não satisfeitos, os militares ainda resolveram satirizar a sociedade brasileira em mais uma confraternização de celebração. Perguntamos a eles, o que devemos celebrar?

    Após 25 anos do fim da ditadura, o que nos resta? Calar-nos frente às comemorações e aos elogios feitos à ditadura militar pelos oficiais? Devemos conviver diariamente com o discurso apaziguador feito pela grande mídia? Temos de sentir vergonha das lágrimas que derramamos pelos queridos e queridas no passado e no presente? Resta-nos a solidão por acreditarmos em uma sociedade democrática?

    Para nós, restou a resignação ou a bala. Nas manifestações, balas de borracha e armas de choque. Nas periferias, balas com pólvora e chumbo.

    A ditadura não acabou! Não ficaremos calados! Se a farsa continua, continuaremos a exigir o direito à justiça e à verdade.

    Cordão da Mentira

     

    Participe do Cordão da Mentira

    O desfile do Cordão da Mentira acontecerá neste domingo, 1º de abril, dia da mentira e do Golpe Militar de 1964. A concentração será às 11h30, na frente do Cemitério da Consolação.

    Mais informações:

    Cordão da mentira

    https://cordaodamentira.milharal.org

    http://www.facebook.com/cordaodamentira

    Vídeo da agressão no Youtube:

    Mais depoimentos:

    [Brasil de Fato] Apoio à liberdade de manifestação e repúdio às retaliações

     

  • Sarau para Luis Gama: porque a ‘Abolição’ também foi uma Mentira!

    Foliões e foliãs, o desfile do cordão está chegando! Este domingo (1º de Abril) sairemos pelas ruas do centro de São Paulo com a pergunta que não queremos e não devemos deixar calar “Quando vai acabar a Ditadura Civil-Militar?”.

    Para abrir o Cordão, durante o aquecimento de seus tambores, nada melhor do que esquentar compartilhando poesias e letras fortes que tematizem as devidas pontes históricas entre a opressão do Estado no passado e no presente. Foi pensando nessas estreitas ligações que decidimos relembrar e homenagear, na abertura do Cordão da Mentira em frente ao Cemitério da Consolação, um dos lutadores mais ilustres que ali se encontra enterrado: o abolicionista Luís Gama, filho da guerreira malê Luíza Mahín. O mote deste nosso aquecimento poético: “Um Sarau para Luis Gama: porque a ‘Abolição’ também foi uma Mentira!”.

    Neste Sarau lembraremos que Luís Gama foi um dos principais lutadores pela Abolição, efetiva e definitiva, do regime escravocrata no país ao longo da segunda metade do século XIX .Sua liderança abolicionista criou, em torno de si, o movimento abolicionista paulista. Gama foi o responsável pela libertação de mais de mil cativos – um feito notável – considerando-se que agia como “rábula” (advogado auto-didata) por dentro da própria lei escravista. A sua morte em 1882, vítima de diabetes, comoveu a cidade de São Paulo, e o féretro foi o mais concorrido até então na cidade. Foi sepultado no dia 25 de agosto no Cemitério da Consolação. A cada momento alguém subia numa tribuna improvisada, promovendo um discurso emocionado. Uma espécie de Sarau Abolicionista pioneiro no tempo.

    Lembramos, por fim, que durante este sarau especial estarão conosco também pra receber as devidas homenagens a Dona Gisélia e Seu Zecléto, pais do jovem Henrique assassinado no último dia 18 de Março por policiais, no extremo sul de SP. Lembraremos ainda dos 7 anos da Chacina da Baixada Fluminense, completados agora dia 30 de Março. E mandaremos toda nossa energia de luta e solidariedade ao ato que estará ocorrendo no mesmo momento no Embu das Artes, em repúdio ao recente espancamento de jovem negro, e contra a violência racista que insiste em continuar se repetindo.

    SALVE LUIS GAMA! POR QUE A A “ABOLIÇÃO” TAMBÉM FOI UM MENTIRA DAS ELITES BRASILEIRAS!

    Sarau para Luis Gama: porque a‘Abolição’ também foi uma Mentira
    Quando: a partir das 11h30
    Local: em frente ao Cemitéri da Consolação

  • Pinóquio versão Latuff

    O Latuff voltou ao Brasil, se prontificou a somar e já somou com essa charge para o Cordão!

    Cuidado, nunca se sabe quando o rifle do Pinóquio está apontado para você!

  • “Cordão da Mentira desfila pelas ruas de São Paulo” | Brasil de Fato

    http://brasildefato.com.br/node/9160

    Destaque esquerda | Cultura

    Composto por coletivos políticos, grupos de teatro e sambistas, Cordão da Mentira questionará quem e quais são os interesses que bloqueiam uma real transformação da sociedade brasileira

    26/03/2012

    Da redação

    Será realizado neste domingo (1º), em São Paulo, o desfile do Cordão da Mentira. Composto por coletivos políticos, grupos de teatro e sambistas de diversos grupos e escolas da capital paulista, o Cordão da Mentira questionará quem e quais são os interesses que bloqueiam uma real transformação da sociedade brasileira.

    O desfile ocorrerá no Dia da Mentira e do Golpe Militar de 1964. A concentração será às 11h30, na frente do Cemitério da Consolação.

    Leia, a seguir, o manifesto das entidades que compõem o Cordão da Mentira:

    MANIFESTO

    “Quando vai acabar a ditadura civil-militar?”

    Dizem que quando uma mentira é repetida exaustivamente, ela se torna verdade. Dizem também, que é como farsa que o presente repete o passado. Por isso, vamos “celebrar” a farsa, a mentira e sua repetição exaustiva.

    No dia da mentira de 1964, ocorreu o golpe que instituiu a ditadura civil-militar. Dizem que ela acabou. Porém, a maior ilusão da história brasileira repete-se. A ditadura civil-militar se fortalece no golpe de Primeiro de abril 1964 e, até hoje, ninguém sabe quando vai acabar! Nós vamos celebrar.

    No dia primeiro de abril, abram alas para o Cordão da Mentira!

    Quando admitimos que os crimes do passado permaneçam impunes, abrimos precedentes para que eles sejam repetidos no presente. Com a roupagem indefectível da democracia, da constituição, do direito à livre manifestação, o Estado continua executando os seus inimigos e calando de uma forma ou de outra aqueles que pensam e atuam em favor da tolerância, em favor da utilização dos espaços públicos de maneira respeitosa e saudável. Em nome da manutenção da produção e do consumo ostensivo vivemos o estado de exceção como regra e o direito conquistado de ir às urnas acaba apenas legitimando o que é uma verdadeira licença para calar, reprimir, matar.

    Afinal:

    Quando vai acabar o massacre de pobres nas periferias?

    Quando os corpos do passado serão encontrados e dignamente reconhecidos em suas lutas?

    Quando as armas dos militares deixarão de ser o signo do extermínio?

    Até quando o dinheiro de poucos financiará o silêncio de muitos?

    Até quando ouviremos o ronco dos Caveirões, Fumanchús e das Kombis genocidas?

    Lembremos Pinheirinho, Eldorado do Carajás, Araguaia e as Ligas Camponesas! Casos que podem ser vistos como exemplos históricos do nosso tempo para a compreensão do processo pelo qual o Estado colocou a especulação imobiliária, a propriedade privada e a lucratividade acima da vida. Nada pode ser mais valorizado do que a vida. Somente um Estado calcado em mentiras pode favorecer essa inversão de valores.

    Lembremos Mariguela, Pato N´Água, Herzog e os 492 executados em São Paulo em Maio de 2006! Personlidades anônimas ou conhecidas exterminadas pelas práticas autoritárias que resolvem suas contradições à bala.

    Hoje, uma simples Comissão da Verdade – que apenas pretende investigar a história – levanta os fantasmas do passado, ocultos nas sombras da Lei de Anistia. Façamos então um Cordão da Mentira! Celebremos com a força dos batuques a farsa que une presente, passado e futuro.

    Vivamos nossa balela! Enquanto isso, ditadores são julgados e condenados por seus crimes em terras argentinas, chilenas e uruguaias. Falemos outra língua: a gramática do engodo com o sotaque do esquecimento. Entremos na contramão da história!

    Risquemos da memória que alguém pagou pra ver até o bico espumar no choque agudo das genitálias! Exaltemos os gozos pervertidos de empresas e seus braços armados, irmãos de sangue do torturado. Lembremos as mãos limpas que aplaudem as sessões de sofrimento. Pois o que vale é a fábula da tradição, assassina de famílias, com a maior propriedade!

    Povoemos os porões do imaginário, com tudo aquilo que a ditadura encarcerou na sua cultura! Levemos pra lá o samba dos cordões, as imagens censuradas, as bocas amordaçadas. Fantasiemos as ruas com seus símbolos de opressão! Enganemos a todos com as farsas de nossa história!

    Neste Primeiro de Abril, façamos a Mentira responder: Quando vai acabar a ditadura civil-militar?

    ________________________________________________

    Grupos que apoiam o Cordão:

    – Bloco Carnavalesco João Capota Na Alves
    – Buraco d’Oráculo
    – Cia. Estável de Teatro
    – Coletivo Dolores Boca Aberta
    – Coletivo Merlino
    – Coletivo Os Aparecidos Políticos
    – Coletivo Político Quem
    – Coletivo Zagaia
    – Comboio
    – Comitê Paulista de Verdade Memória e Justiça
    – Engenho Teatral
    – Estudo de Cena
    – Grupo Folias
    – Grupo Tortura Nunca Mais/SP
    – Kiwi Companhia de Teatro
    – Luta Popular
    – Mães de Maio
    – Ocupa Sampa
    – Projeto Nosso Samba de Osasco
    – Rua do Samba Paulista
    – Samba Autêntico
    – Sarau do Binho
    – Sarau da Vila Fundão
    – Tanq_ ROSA Choq_
    – Tribunal Popular

  • 2º Ensaio do Cordão da Mentira

    Lembrando que amanhã (24) ocorrerá o 2º ensaio do Cordão, às 15h, no Bar do Raí (esquina da R. Gen. Jardim com R. Dr. Vila Nova – Vila Buarque)

    Confiram as músicas que foram apresentadas no último ensaio. Amanhã conheceremos mais algumas.

  • “No dia da mentira cordão celebra a farsa do fim da ditadura” | Catraca Livre

    http://catracalivre.folha.uol.com.br/2012/03/cordao-da-mentira-celebra-a-farsa-do-fim-da-ditadura/

    Redação em 16/03/12

    O velho ditado sentencia “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade” e por essa mesma razão é que, equivocamente, o presente repete o passado. E assim, no dia 1º de abril, o Cordão da Mentira celebra a farsa, a mentira e sua repetição exaustiva em tom de samba,  relembrando aquela que pode ser considerada a maior ilusão da história brasileira: o fim da “ditadura civil-militar” . A concentração acontece a partir das 11h30, no Cemitério da Consolação.

    Militante do Partido Operário Comunista(POC), o jornalista Luiz Eduardo Merlino foi torturado e assassinado nas dependências do Doi-Codi paulista, em 1971

    Instituída há 47 anos, a ditadura auto-proclamada revolução pode ser considerada uma grande mentira desde o seu começo até os dias atuais. E por isso, diante da impunidade que se perpetua, representantes do Carnaval paulistano (Camisa Verde, Projeto Nosso Samba), coletivos culturais, sociais e políticos tomarão as ruas para realizar uma intervenção estética, dialogando de modo bem humorado e radical, temas cruciais, na busca pela real transformação da sociedade brasileira.

    “Quando vai acabar a ditadura civil-militar?”

    De vermelho e preto, o cordão abrirá as alas da infame paulicéia para protestar e estimular a reflexão sobre a violência promovida pelo Estado. Uma ode aos que lutaram por liberdade e respeito, seja no  Pinheirinho, Eldorado do Carajás, Araguaia e as Ligas Camponesas.

    Nomes que representaram a luta no passado, como Marighela, Herzog, Pato N´Água e vítimas como os 492 executados em São Paulo em Maio de 2006. Personagens anônimos ou conhecidos aniquilados pelas práticas autoritárias que respondem suas contradições à bala.

    De volta às ruas estará tudo aquilo encarcerado nos porões da ditadura. Nas ruas estará o samba dos cordões, imagens censuradas. Gritarão as vozes silenciadas.

    No 1º de abril, lembrará-se a pergunta: Quando vai acabar a ditadura civil-militar?

     

  • Cia. Estudo de Cena compondo o Cordão também!

    Ópera do Bom Burguês

    Burguês:
    Entenda cidadão.
    Se a farinha não se misturar com o fermento
    Como se faz para crescer o pão?
    Afinal, todos querem um aumento!

    Burguês e empregada:
    A sociedade é como esta receita
    O povo, farinha do mesmo saco,
    Precisa do fermento, o rico, sem suspeita
    E não me encha o saco!

    Empregada e burguês:
    Não devemos mais lutar
    Esqueçam nossa posição oposta
    Todos terão lugar
    Nesta mesa posta.

    Coro dos trabalhadores:
    Mas quem lava os pratos?
    Quem tem fome de pão?

    Burguês – citado:
    Um outro mundo é possível!
    Não perca a esperança
    Sem a tempestade terrível
    A corda não balança.

    Burguês:
    Fóruns, conselhos
    Debates, pentelhos
    Tudo para ouvir o pobre diabo
    Tudo para ouvir o diabo do pobre

    Empregada:
    Vamos conversar
    Para nada alterar
    Um pacto social
    Um ato inaugural
    Burguês e empregada:
    Para o rico triunfar!

    Empregada – citado:
    Negociar é um grande negócio para a humanidade
    Andaremos na corda bamba com tranquilidade.

    Coro dos trabalhadores:
    Somos contorcionistas do presente, não temos coisa melhor
    Se o corpo trava de antemão
    Nossa bunda leva a pior
    E o diabo amassa o pão.
    (Passa a mão)

    Burguês e empregada:
    Ao final da corda, um acordo.
    O pulo mortal para o reino das maravilhas
    Seu corpo amortecido por mil mercadorias
    Ao final da corda, um acordo.

    Coro dos trabalhadores:
    Ô da corda, ACORDA!
    Este acordo enforca.

    Somos pessoas em liquidação
    Não é permitida a devolução .

    O da corda, DISCORDA!
    Este acordo enforca.

    Burguês e empregada:
    Entenda cidadão.
    Se a farinha não se misturar com o fermento
    Como se faz para crescer o pão?

    Coro dos trabalhadores e empregada:
    Temos uma solução para este assunto
    O bom burguês
    é um burguês defunto!

    Burguês:
    Mas o que é isso?!

    Coro dos trabalhadores e empregada:
    Temos uma solução para este assunto
    O bom burguês
    é um burguês defunto!

    Burguês:
    Eu sou amigo da minha empregada!

    Coro dos trabalhadores e empregada:
    Temos uma solução para este assunto
    O bom burguês
    é um burguês defunto!

    Burguês:
    Eu vou chamar chamar a polícia!

    Coro dos trabalhadores e empregada:
    Temos uma solução para este assunto
    O bom burguês
    é um burguês defunto!

    Burguês:
    Será que se morre de susto antes da queda?
    Esfomeado:
    Boa idéia! Pão com presunto!
    Criança:
    Hum! Que delícia!

    companhiaestudodecena.com.br

  • “Quem torturou o Zé?” – Nova música

    Quem torturou o Zé?
    (Zé e Catarina)

    Quem torturou o zé?
    Foi os gambé foi os gambé!
    Quem perseguiu o Zico?
    Foi os milico foi os milico!

    O que restou da ditadura no brasil?
    É quase tudo até o fuzil!
    O empresário e a mídia encobriu?
    Uma mentira lá em abril!
    E se a verdade agora deve ser contada
    O bom é ir pra rua e lembrar dos camarada
    No meio do cordão a mentira é escancarada
    Que a democratura é marmelada !

    Quem torturou o zé?
    Foi os gambé foi os gambé!
    Quem perseguiu o Zico?
    Foi os milico foi os milico!

  • “Frevo da Falha” – Vídeo do primeiro ensaio

    Próximo ensaio marcado para o dia 24 de Março, 15h30min, no Bar do Raí (esquina da R. Gen. Jardim com R. Dr. Vila Nova – Vila Buarque)
    Evento no Facebook
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    Frevo da “Falha”
    (Cuca e Everaldo)

    É bala em vez de chibatada
    Mandado em lugar de feitor
    Emoldurando a senzala
    A casa grande se enfeitou

    Além de fazenda a fachada
    À banca o poder se aliou
    Modernizando a curriola
    Integrando ao luxo o traidor
    Pensando que quem está de fora
    Desconhece a luta e o destemor

    Notícia ocultando a corja
    No rádio e televisor
    Realidade imaginária
    Eternizando em show o horror

    Versão negando o pau-de-arara
    Desdém por quem de nós tombou

    Mas hoje ocupando a praça
    Sem juiz, censor ou editor
    Valendo mais que mera errata
    A gente desmascara convertido e enganador

    Pára de mentir, canalha
    Para admitir a “Falha”
    Pára de omitir que a dita foi dura demais

    Pára de fingir que é justa
    Pára de fugir do Ulstra
    Para difundir a farsa impressa nos jornais